Mostrando postagens com marcador Teorias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Teorias. Mostrar todas as postagens

O Budismo, Chaplin, o Super Homem e um pouco de Nietzsche...

Posted: segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009 by Jean in Marcadores: ,
2



“Se não consegues entender que o céu deve estar dentro de ti, é inútil buscá-lo acima das nuvens e ao lado das estrelas. Por mais que tenhas errado e erres, para ti haverá sempre esperança, enquanto te envergonhares de teus erros”.
(Charles Chaplin)


Belíssima citação de Chaplin. Não imagino alguém dizendo uma frase deste tipo com tanta profundidade e precisão.


Meus devaneios me conduzem a concordar com Chaplin.


Por muitas vezes tentei encontrar o meu norte e o meu céu em muitas coisas:


-Álcool


-Baladas


-Amores


-Emprego...


Por muitas noites procurei ocupar minha mente com tudo o que me afastasse de mim mesmo.
Procurei em vão encontrar paz ao meu coração.


Porém, comecei a meditar e procurar ajuda quanto a este assunto, e encontrei em uma teoria budista muito bem descrita em um mangá e anime chamado “Evangelion” a resposta.


Nela se contava a história de que na criação, o homem teria sido feito do pó da terra.


E quando o homem foi feito, ficou em seu coração um pequeno espaço vazio.


E a medida que o homem foi crescendo e evoluindo ele tentou preencher este vazio das mais diversificadas formas:


-Ele procurou uma companheira para suprir a falta e carência que ele sentia;


-Ele construiu casas e fortalezas cada vez maiores a fim de se protegem do medo interior que ele
carregava;


-Ele construiu carros cada vez mais rápidos, para que ele pudesse correr mais rápido do que
qualquer animal, tentando correr e fugir de si mesmo;


-Ele construiu armas e matou seus semelhantes a fim de suprir seu complexo de inferioridade;


-Ele inventou objetos mirabolantes para que o distraísse do seu “vazio” interior...


Diversas maneiras e diversas formas de procurar resolver o que lhe faltava, porém todas elas sem sucesso.


A única forma que o homem conseguiu se completar foi através da autoconsciência.


Não estou pregando agora a "nova era" ou algo assim. Estou afirmando que aquele que não conhece a sí mesmo, não conhece nada e nem ninguém.


"Se conheces o inimigo e conheces a sí mesmo, não precisa temer o resultado de 100 batalhas.

Se conheceres a sí mesmo , mas não conhecer o seu inimigo, por cada vitória você também sofrerá uma derrota.
Se você não conhece a sí mesmo e nem o inimigo, sempre perderá todas as batalhas".
(Sun Tzu em a Arte da Guerra)


Nietzsche se referiu ao homem completo, ou seja, o homem que encontrou o equilíbrio e a consciência em si como o “Super Homem”.


Para que isso aconteça, não precisamos de mais ginástica ou de mais parafernálhas tecnológicas, mas de coragem e vontade, já que nossos maiores obstáculos são o medo e o hábito.


Sim, somente "a sós com nós mesmos" (ficou estranho...xD) é que conseguiremos atingir o estágio doloroso da cura.

No silêncio e no escuro é que enxergamos quem realmente somos. Começamos a ver todas as nossas fraquezas e falhas. E tendo em vista isso, também poderemos encontrar a solução para nossas frustrações.

Talvez o Super Homem não seja aquele homem biônico das histórias em quadrinhos. Talvez ele simplesmente seja um cara que encontrou em sí um equilíbrio de tal forma que o mundo pode desabar ao redor dele, e ele ainda permanecerá inabalável.

Talvez ele seja um cara tão consciente de sua própria força, que ele é capaz de enfrentar os mais terríveis monstros e problemas.

Talvez este novo ser não seja tão difícil assim de ser alcançado, não é mesmo? Quem sabe hoje você consiga encontrar em sí mesmo o seu norte e descobrir qual é o sentido para a sua vida.


Talvez hoje você não ganhe uma visão de raio x, mas você ganhe uma visão capaz de enxergar além de seus problemas e além do seu mundo.

Talvez hoje você não ganhe o poder de voar, mas quem sabe você possa estar tão bem alicerçado, que os terremotos da vida não te abalarão.

Talvez você não precise mesmo de uma Louis Lane, mas precise sim é de um tempo afim de se conhecer e de alicerçar o seu mundo.


Para completar, desejo a você a coragem necessária para mudar a sí mesmo e o mundo ao seu redor.


"Conhece-te a tí mesmo e conhecerás os deuses e o universo". (Sócrates)

"A paz vem de dentro de sí próprio, não a procure á tua volta". (Buda)

"Quando vires um homem bom, tenta imitá-lo. Quando vires um homem mal, examina-te a sí mesmo". (Confúcio)

Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças

Posted: domingo, 9 de novembro de 2008 by Jean in Marcadores: , , ,
1


"Feliz é o destino da inocente vestal/ Esquecida pelo mundo que ela esqueceu/ Brilho eterno da mente sem lembrança!".

Olá crianças. Quem não se recorda deste filme? Brilho Eterno de uma mente sem lembranças?

Filme lindo, sob a direção de Michel Gondry e roteiro de Charlie Kaufmann.

O filme é baseado em dois pontos chaves:

  • "Feliz é o destino da inocente vestal/ Esquecida pelo mundo que ela esqueceu/ Brilho eterno da mente sem lembrança!".
Frase de Alexander Pope (1688-1744),em seu poema"Eloisa to Abelard", sobre o caso verídico de um teólogo de 38 anos com a pupila de 18 anos.

e também:
  • "Abençoados os que esquecem, porque aproveitam até mesmo seus equívocos".
O segundo é uma frase do filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900).

Mas você deve estar se perguntando: Que diabos tem a ver este filme com este blog?

Bom, irei te explicar. Com base neste filme irei lhe mostrar o maravilhoso e trágico universo de um esquecido.

Em primeiro lugar, a trama central do filme. Um casal de apaixonados vive uma intensa aventura, e com a desilusão da realidade e do cotidiano, a donzela da história resolve simplesmente apagar o bom moço de sua memória.

Isso parece familiar?

Casais apaixonados terminam e tentam simplesmente esquecer daquela pessoa que antes era a "dona de seu coração''?


Isso nos remete a Shakespeare :

  • Muitos passaram para o outro "amo", pisando sobre o primeiro.
Minha teoria é:

Nascemos sós. Por instinto sentimos necessidade de um "outro alguém", seja por motivos físicos ou emocionais.
E segundo este sentimento, passamos a enxergar o mundo de uma forma particular, peculiar.
Arthur Schopenhauer em seu livro "o mundo como vontade e representação" afirma que tudo o que enxergamos ao nosso redor está permeado pelas nossas crenças e valores. Ou seja, o que você enxerga nem sempre é o mesmo que outra pessoa enxergaria.

Vou ser mais claro: Passamos a enxergar o "ser amado" sob um olhar particular, peculiar.
Você já reparou isso? Que quando estamos apaixonados tendemos a não enxergar os defeitos e erros de nosso amado?
Vivemos uma espécie de Dissonância Cognitiva. Começamos a racionalizar o ilógico. Sempre justificamos e defendemos aquele a quem amamos, mesmo que as provas e circunstâncias nos mostrem que ele realmente não é tudo aquilo que parece ser.

Quando sofremos uma grande dor ou decepção causados pelo nossa Carlota, perdemos completamente o rumo e prumo.
É quando começamos a racionalizar novamente, começamos a perceber pequenas rachaduras naquela que antes parecia uma obra de arte perfeita.

E certas vezes, agimos da forma mais hipócrita possível. Simplesmente decidimos por esquecer a causa de nossa dor e frustração. Será essa mesma a causa de nossa dor?

Isso me remete a um pequeno trecho da obra de Victor Hugo sobre a hipocrisia:
  • "Ter mentido é ter sofrido. 0 hipócrita é um paciente na dupla acepção da palavra; calcula um triunfo e sofre um suplício. A premeditação indefinida de uma ação ruim, acompanhada por doses de austeridade, a infâmia interior temperada de excelente reputação, enganar continuadamente, não ser jamais quem é, fazer ilusão, é uma fadiga. Compor a candura com todos os elementos negros que trabalham no cérebro, querer devorar os que o veneram, acariciar, reter-se, reprimir-se, estar sempre alerta, espiar constantemente, compor o rosto do crime latente, fazer da disformidade uma beleza, fabricar uma perfeição com a perversidade, fazer cócegas com o punhal, por açúcar no veneno, velar na franqueza do gesto e na música da voz, não ter o próprio olhar, nada mais difícil, nada mais doloroso. 0 odioso da hipocrisia começa obscuramente no hipócrita. Causa náuseas beber perpétuamente a impostura. A meiguice com que a astúcia disfarça a malvadez repugna ao malvado, continuamente obrigado a trazer essa mistura na boca, e há momentos de enjôo em que o hipócrita vomita quase o seu pensamento. Engolir essa saliva é coisa horrível. Ajuntai a isto o profundo orgulho. Existem horas estranhas em que o hipócrita se estima. Há um eu desmedido no impostor. 0 verme resvala como o dragão e como ele retesa-se e levanta-se. 0 traidor não é mais que um déspota tolhido que não pode fazer a sua vontade senão resignando-se ao segundo papel. É a mesquinhez capaz da enormidade. 0 hipócrita é um titã-anão". Victor Hugo em "o Sofrimento do Hipócrita".
Dotados de superior inteligência, nós (os humanos), temos medo e nos afastamos de tudo o que nos cause dor. Da mesma forma como a maioria dos animais foge do fogo. É puro instinto.
Por vezes negamos a quem antes louvamos. E desfazemos daquilo que tantas vezes nos fizeram bem.
E por vez ou outra decidimos como a mocinha deste filme, simplismente apagar nosso agora "ex" da memória.

Seria isso justificado? Seria justo?
Valeria a pena apagar juntos com a dor aqueles momentos pecúliares que nos fizeram rir ou chorar de felicidade?
Seria justo esquecer das risadas, surpresas, beijos, abraços, mordidas, cheiros e orgasmos?
Afinal, não seria tudo isso o que nos torna humanos?

Será que não seria simplismente mais facil não se exigir tanto?

Minha teoria:

Nós idealizamos no "ser amado" a figura de nossos próprios desejos e aspirações. Sempre esperamos um beijo a mais. Ou então uma ligação no meio do expediente.
E quando o esperado não acontece, simplismente nos frustramos. E lentamente nos ferimos.
E começamos a sangrar, atal ponto de não termos mais forças. Então desistimos e fugimos.

Será que sempre os erros foram cometidos por terceiros? Ou será que o erro no fim das contas foi nosso mesmo por exigir as nossas expectativas?

Cada caso é único. Circustâncias diferentes com pessoas diferentes e com diferentes pensamentos. Mas no fim, somos todos unidos por esse mesmo sentimento: O amor.
  • "Tú amor, tirano de deuses e homens..." Shakespeare
Esse é o enredo por onde se desenrola toda a história deste filme.
É tambem nele que se desenrola a vida de muitas pessoas, incluíndo este quem vos escreve.

Eu, porém, sigo com minha filosofia:

  • "Prefiro sangrar com juras de amor do que viver sem cicatrízes." Pink em Love Song.

    E você? qual a sua teoria?

Liberdade de Expressão

É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

Importante!!!

Todos os links e arquivos que se encontram no site, estão hospedados na própria Internet, somente indicamos onde se encontra. Qualquer arquivo protegido por algum tipo de lei deve permanecer, no máximo, 24 horas em seu computador. - Eles podem ser baixados apenas para teste, devendo o usuário apaga-lo ou compra-lo após 24 horas. - A Aquisição desses arquivos pela internet é de única e exclusiva responsabilidade do usuário. - Os donos, webmasters e qualquer outra pessoa que tenha relacionamento com a produção do site, não tem responsabilidade alguma sobre os arquivos que o usuário venha a baixar e para que irá utilizá-los. - O usuário que utilizar o site, tem total conhecimento, e aceita os termos referidos acima.