Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças

Posted: domingo, 9 de novembro de 2008 by Jean in Marcadores: , , ,
1


"Feliz é o destino da inocente vestal/ Esquecida pelo mundo que ela esqueceu/ Brilho eterno da mente sem lembrança!".

Olá crianças. Quem não se recorda deste filme? Brilho Eterno de uma mente sem lembranças?

Filme lindo, sob a direção de Michel Gondry e roteiro de Charlie Kaufmann.

O filme é baseado em dois pontos chaves:

  • "Feliz é o destino da inocente vestal/ Esquecida pelo mundo que ela esqueceu/ Brilho eterno da mente sem lembrança!".
Frase de Alexander Pope (1688-1744),em seu poema"Eloisa to Abelard", sobre o caso verídico de um teólogo de 38 anos com a pupila de 18 anos.

e também:
  • "Abençoados os que esquecem, porque aproveitam até mesmo seus equívocos".
O segundo é uma frase do filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900).

Mas você deve estar se perguntando: Que diabos tem a ver este filme com este blog?

Bom, irei te explicar. Com base neste filme irei lhe mostrar o maravilhoso e trágico universo de um esquecido.

Em primeiro lugar, a trama central do filme. Um casal de apaixonados vive uma intensa aventura, e com a desilusão da realidade e do cotidiano, a donzela da história resolve simplesmente apagar o bom moço de sua memória.

Isso parece familiar?

Casais apaixonados terminam e tentam simplesmente esquecer daquela pessoa que antes era a "dona de seu coração''?


Isso nos remete a Shakespeare :

  • Muitos passaram para o outro "amo", pisando sobre o primeiro.
Minha teoria é:

Nascemos sós. Por instinto sentimos necessidade de um "outro alguém", seja por motivos físicos ou emocionais.
E segundo este sentimento, passamos a enxergar o mundo de uma forma particular, peculiar.
Arthur Schopenhauer em seu livro "o mundo como vontade e representação" afirma que tudo o que enxergamos ao nosso redor está permeado pelas nossas crenças e valores. Ou seja, o que você enxerga nem sempre é o mesmo que outra pessoa enxergaria.

Vou ser mais claro: Passamos a enxergar o "ser amado" sob um olhar particular, peculiar.
Você já reparou isso? Que quando estamos apaixonados tendemos a não enxergar os defeitos e erros de nosso amado?
Vivemos uma espécie de Dissonância Cognitiva. Começamos a racionalizar o ilógico. Sempre justificamos e defendemos aquele a quem amamos, mesmo que as provas e circunstâncias nos mostrem que ele realmente não é tudo aquilo que parece ser.

Quando sofremos uma grande dor ou decepção causados pelo nossa Carlota, perdemos completamente o rumo e prumo.
É quando começamos a racionalizar novamente, começamos a perceber pequenas rachaduras naquela que antes parecia uma obra de arte perfeita.

E certas vezes, agimos da forma mais hipócrita possível. Simplesmente decidimos por esquecer a causa de nossa dor e frustração. Será essa mesma a causa de nossa dor?

Isso me remete a um pequeno trecho da obra de Victor Hugo sobre a hipocrisia:
  • "Ter mentido é ter sofrido. 0 hipócrita é um paciente na dupla acepção da palavra; calcula um triunfo e sofre um suplício. A premeditação indefinida de uma ação ruim, acompanhada por doses de austeridade, a infâmia interior temperada de excelente reputação, enganar continuadamente, não ser jamais quem é, fazer ilusão, é uma fadiga. Compor a candura com todos os elementos negros que trabalham no cérebro, querer devorar os que o veneram, acariciar, reter-se, reprimir-se, estar sempre alerta, espiar constantemente, compor o rosto do crime latente, fazer da disformidade uma beleza, fabricar uma perfeição com a perversidade, fazer cócegas com o punhal, por açúcar no veneno, velar na franqueza do gesto e na música da voz, não ter o próprio olhar, nada mais difícil, nada mais doloroso. 0 odioso da hipocrisia começa obscuramente no hipócrita. Causa náuseas beber perpétuamente a impostura. A meiguice com que a astúcia disfarça a malvadez repugna ao malvado, continuamente obrigado a trazer essa mistura na boca, e há momentos de enjôo em que o hipócrita vomita quase o seu pensamento. Engolir essa saliva é coisa horrível. Ajuntai a isto o profundo orgulho. Existem horas estranhas em que o hipócrita se estima. Há um eu desmedido no impostor. 0 verme resvala como o dragão e como ele retesa-se e levanta-se. 0 traidor não é mais que um déspota tolhido que não pode fazer a sua vontade senão resignando-se ao segundo papel. É a mesquinhez capaz da enormidade. 0 hipócrita é um titã-anão". Victor Hugo em "o Sofrimento do Hipócrita".
Dotados de superior inteligência, nós (os humanos), temos medo e nos afastamos de tudo o que nos cause dor. Da mesma forma como a maioria dos animais foge do fogo. É puro instinto.
Por vezes negamos a quem antes louvamos. E desfazemos daquilo que tantas vezes nos fizeram bem.
E por vez ou outra decidimos como a mocinha deste filme, simplismente apagar nosso agora "ex" da memória.

Seria isso justificado? Seria justo?
Valeria a pena apagar juntos com a dor aqueles momentos pecúliares que nos fizeram rir ou chorar de felicidade?
Seria justo esquecer das risadas, surpresas, beijos, abraços, mordidas, cheiros e orgasmos?
Afinal, não seria tudo isso o que nos torna humanos?

Será que não seria simplismente mais facil não se exigir tanto?

Minha teoria:

Nós idealizamos no "ser amado" a figura de nossos próprios desejos e aspirações. Sempre esperamos um beijo a mais. Ou então uma ligação no meio do expediente.
E quando o esperado não acontece, simplismente nos frustramos. E lentamente nos ferimos.
E começamos a sangrar, atal ponto de não termos mais forças. Então desistimos e fugimos.

Será que sempre os erros foram cometidos por terceiros? Ou será que o erro no fim das contas foi nosso mesmo por exigir as nossas expectativas?

Cada caso é único. Circustâncias diferentes com pessoas diferentes e com diferentes pensamentos. Mas no fim, somos todos unidos por esse mesmo sentimento: O amor.
  • "Tú amor, tirano de deuses e homens..." Shakespeare
Esse é o enredo por onde se desenrola toda a história deste filme.
É tambem nele que se desenrola a vida de muitas pessoas, incluíndo este quem vos escreve.

Eu, porém, sigo com minha filosofia:

  • "Prefiro sangrar com juras de amor do que viver sem cicatrízes." Pink em Love Song.

    E você? qual a sua teoria?

Tempo Perdido?

Posted: quinta-feira, 2 de outubro de 2008 by Jean in Marcadores:
1

Perda de tempo? Eu quero perder meu tempo com você...

Perdas e silêncio me incomodam. Desgasto-me pensando em tudo o que não fiz.

...

As frases que eu nunca te falei. Os beijos que tive vontade mais nunca te dei.

Os abraços e elogios que guardei pra mim mesmo. As vontades que eu segurei.

E por muitas vezes segurei a saudade. Segurei a vontade e segurei meu ímpito.

E ironicamente soltei sua mão. Deixei você partir. Não me perdôo por isso.

...

Hoje eu lembro do que não aconteceu. Hoje escuto o som que me pareceu inaudível.

O som de um coração despedaçado. E o som de um canto apaixonado.

São apenas sons que ecoam ao meu redor. Apenas isso. Nada mais.

Apenas notas que compõem minha melodia favorita: a sua voz.

Será você ou será apenas o vento??? Será mais uma miragem???

...

Olho para trás. Lembro de como conduzi aquela dança chamada amor.

Pareci infantil. Sinto-me um idiota em lembrar. Sinto-me um idiota por tentar esquecer.

Como esquecerei aquela que marcou meu coração como alguém marca uma arvore.

Por mais que floresça outras primaveras, as marcas continuaram ali, me lembrando do que passou e me tornando cada dia mais nostálgico.

Por mais que conheça outros planetas e viaje para outras galáxias eu sempre sentirei saudades de Sião. Minha amada, por quem morreria sem pestanejar.

...

Talvez um dia eu consiga transformar meus dragões em simples moinhos de vento.

Mas por hora repito as palavras do poeta:

“Quem sabe o que é ter e perder alguém? Quem sabe o que é ver quem se quer partir e não ter para onde ir? Sente a dor...”

Quem sabe???

...

Sinto-me um idiota. Mas não quero crer que tudo foi em vão.

Ainda sonho com o momento que avistar minha amada por entre as nuvens.

Tenho esperança de te encontrar. Você está em algum lugar, eu sei.

Nossa história não ficará assim, sem final feliz.

...

Mas como disse Alexander Pope:

“Felizes são os esquecidos, pois recebem as melhores desforras de seus erros...”

Queria poder te apagar da memória.... Mas nunca me perdoaria se apagasse os únicos momentos em que fui feliz de verdade. Nunca me perdoaria se eu apagasse você da minha memória. A única que amei de verdade...

Prefiro sangrar com juras de amor a viver sem cicatrizes.

Sim prefiro...

Sei que não vou te esquecer...mas será que foi tudo tempo perdido?

Devaneios de um Cosmonauta... 03/06/2005

Posted: quinta-feira, 18 de setembro de 2008 by Jean in Marcadores:
0


















Um sorriso...Um abraço...Um faról que ilumina minha solidão...
Não sei bem certo o que vejo,mas parece que não é real, é apenas outra miragem.
Miro na esperança de te encontrar em alguma rua, quem sabe numa fila.
Quem sabe...
...
O sol volta a brilhar...Ele sempre volta.
A esperança volta a me acompanhar...Ela sempre me acorda.
Nunca te olhei com outros olhos, vc sempre foi pra mim especial.
Mas, repentinamente, o seu sorriso me pareceu tão lindo. Os teus olhos me pareceram cintilantes. E eu sei que eles brilhavam.
Mas a frieza de suas palavras no dia em que me renunciou... Me feriram como facas.
...
Hoje reparei no céu, um dia nublado e cinza.
Mas pra mim a tempestade que se aproxima é da cor dos seus olhos.
Após a tormenta, enfim anoiteceu...
A lua estava cheia, e cheio de culpas eu adormeci...
...
Em sonhos posso te tocar. Em meus sonhos ainda posso sentir seus lábios.
Em sonhos...
Afinal... O sonho nos
dá o que a realidade nos nega...

Do Início... 17/02/2005

Posted: terça-feira, 16 de setembro de 2008 by Jean in Marcadores:
2


Cosmonauta...


Como chegar até as nuvens com os pés nos chão???


Olhei pela janela. Vi você partir. Um silêncio sombrio tomou conta de minha mente. Nem um pensamento sequer. Imaginava para onde eu iria agora, visto que parte de mim fora embora junto contigo. E minhas pernas não se moviam, e nem os meus olhos piscavam.

...

Subitamente me veio à idéia do óbvio, minha vida mudara e nada seria como antes.

As minhas tardes voltariam ao zero. Minhas noites envoltas em solidão. E meu coração... Foi-se embora junto contigo.

...

Deixei a barba crescer. Danem-se as roupas novas. De que adiantaria tudo aquilo?

Autocomiseração. Hum...

...

Olhei para o céu. Vi nas nuvens o seu rosto. E vi em mim o desgosto. Desgosto por ter e ter perdido. Tempo perdido. Promessas perdidas. Beijos perdidos. Juras de amor eterno... Perdidas.

...

Se não podia mais lhe ter, imaginava histórias mirabolantes onde eu, um cavalheiro de armadura, a salvava do monstro Maligno.

Hum... Patético.

...

Descobri que ser assim, cosmonauta, tinha seus altos e baixos.

Mesmo não sendo daqui, sonhava com algo maior. Muito maior do que eu.

Algo que pensava ter encontrado em vc... Mas... Ilusão... apenas isso encontrei.

...

Qual será o próximo planeta em que meu coração aportará?

Em quantos planetas estive antes? E em quantos estariam ainda por vir?

Outra garota... Outro planeta...

Só o tempo dirá.

...

Com grande pesar... Abandono minha pátria .

E assim, prossigo eu, viagem...

Início... 16 de setembro de 2008

Posted: segunda-feira, 15 de setembro de 2008 by Jean in Marcadores: ,
1


Acordou cedo. Levantou depressa. Abriu o armário. Vestiu o de sempre: Calça Jean's e All Star.
Saiu para trabalhar. Foi uma manhã chata. Trabalho burocrático.
...
Foi almoçar com um amigo: o Raphael; ou Rapha para os mais íntimos.
Rapha era um cara diferente, do tipo que não se encontra todos os dias. De fato ele era especial.
Alguém inteligente e interessante. Senso de humor aprimorado. Ambições desenfreadas. Gírias próprias. Do tipo "Maroto".
...
Durante o almoço, Rapha disse que iria viajar. Ia morar na Áustria.
Com dores no peito a conversa se desenrola. Ficava claro que seria o melhor para o nosso amigo mochileiro. Mas a amizade já havia se tornado forte. Era considerado como um irmão.
Talvez fosse por causa da altura, visto que ambos eram altos. Ou talvez fosse porque sua namorada era a melhor amiga da sua namorada. Ou quem sabe fosse o fato de serem muito bons de papo.
Naquela tarde traçavam-se planos, projetos, e novos caminhos eram desbravados. Os muros simplesmente caíram e uma nova perspectiva se abriu.
Ficava claro que sentiriam saudades das piras e conversas. Das histórias pra contar.
...
Sem ter o que fazer, o abraçou, e assim se despediu.
Rapha prossegue viajem rumo ao novo e desconhecido.
Não lhe desejo sorte, pois a sorte acompanham os bravos. Somente lhe desejo o melhor: O melhor do mundo , a melhor das sensações e o melhor dos momentos.
Te desejo o melhor Rapha. Como a um irmão sentirei saudades.
...
Enquanto isso eu descobri algo novo. Um mundo novo. Algo que nem mil voltas ao mundo seriam capazes de me dar.
Estrelas no céu de meio dia, cometas em plena tarde e planetas novos pela minha janela.
Foi assim que descobri a minha vocação: Cosmonauta, a vagar pelo planeta em busca de respostas.
Cada dia será uma nova experiência em busca do desconhecido. Relato aqui minhas próprias experiências nesta planeta inóspito.

E assim prossigo eu viagem.

Liberdade de Expressão

É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

Importante!!!

Todos os links e arquivos que se encontram no site, estão hospedados na própria Internet, somente indicamos onde se encontra. Qualquer arquivo protegido por algum tipo de lei deve permanecer, no máximo, 24 horas em seu computador. - Eles podem ser baixados apenas para teste, devendo o usuário apaga-lo ou compra-lo após 24 horas. - A Aquisição desses arquivos pela internet é de única e exclusiva responsabilidade do usuário. - Os donos, webmasters e qualquer outra pessoa que tenha relacionamento com a produção do site, não tem responsabilidade alguma sobre os arquivos que o usuário venha a baixar e para que irá utilizá-los. - O usuário que utilizar o site, tem total conhecimento, e aceita os termos referidos acima.